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COEXISTIR parte do desejo de criar frestas de liberdade, alegria, amor e afetos potencializadores. Uma imersão artística que se propõem a pensar formas de habitar em convivência com a Terra, a ancestralidade, os saberes locais e a escuta do corpo sensível. Em conexão com as ecologias do mundo, busca-se pensar as relações entre arte e vida, o dentro e o fora, natureza e cultura, a fim de romper com os dualismos próprios da colonialidade e construir um movimento utópico de coexistência.

 

ENTÃO COMO FUNCIONA? 

A imersão artística COEXISTIR acontece de 8 a 17 de janeiro (10 dias) na Terra Afefé, com suites individuais ou compartilhadas por duas pessoas (2 camas de solteiro, banheiro seco e chuveiro elétrico). As refeições (café da manhã, almoço e jantar), passeios com guia, transporte para as cachoeiras e todas atividades estão inclusas no investimento. 

 

QUAIS SÃO AS ATIVIDADES OFERECIDAS POR COEXISTIR? 

 

- Proposições artísticas (vamos criar em grupo) 

- Banho de cachoeira lá pertinho 

- Roda de conversa 

- Fogueira para aquecer a alma

- Passeio para a Cachoeira do Buracão com van e guia

- Passeio para Cachoeira Licuri com van e guia

- Amassar o barro para feitura de tijolo de adobe

- Olhar as estrelas e falar da vida

 

SOBRE TERRA AFEFÉ

Terra Afefé é um projeto artístico localizado em Ibicoara, Chapada Diamantina (Bahia), em 2018, idealizado pela artista visual baiana Rose Afefé que tem o desejo de construir uma micro cidade erguida com afeto e bioconstrução. 

 

QUEM PROPÕEM COEXISTIR?

Esta é uma proposta da artista Rose Afefé (realizadora da Terra Afefé) e de Nathalia Grilo (estudiosa das tradições culturais negro-africanas)

 

Rose Afefé (1988, Varzedo - BA) é artista e designer. Em seus trabalhos são recorrentes temas como o comportamento humano no meio social e a percepção do espectador em relação a obra.  Em 2018 começa a desenvolver o projeto Terra Afefé, trazendo questões próprias de sua ancestralidade para o campo da arte e da vida. Terra Afefé é uma obra de arte que propõe vivências e imersões artísticas de forma integrada e afetuosa, trazendo temas que visam contribuir com pautas raciais, de gênero, sociais e ecológicas. Desde 2016 atua com projetos de impacto social, criando espaços de leitura pelo Brasil, o que lhe proporcionou o contato criativo e educacional com mais de 70 escolas, creches e cooperativas de reciclagem. Foi premiada no Salão de Artes Visuais da Bahia (Jequié – Ba – 2012) e entre as exposições coletivas destacam-se: XII Bienal do Recôncavo (Centro Cultural Dannemann - São Félix - BA – 2012), Esquizópolis – (Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM – Salvador – 2012) e VIII Bienal do Recôncavo (Centro Cultural Dannemann - São Félix - BA – 2008). Participou da residência artística Muros: Territórios compartilhados (Fortaleza – CE – 2012).

 

Nathalia Grilo Cipriano é estudiosa das tradições culturais negro-africanas e vem desenvolvendo ao longo dos anos uma série de ações que movimentam as narrativas e imagéticas em torno da ancestralidade das populações pretas no continente africano e na diáspora. Criadora e curadora da Revista diCheiro, o primeiro períodico digital do país a trazer panoramas das estéticas e tradições africanas que tem servido como ferramenta de aplicação da lei 10.639 nas escolas e universidades.  Educadora há pelo menos 10 anos, idealizou o Ayó Encontro Negro de Tradição Oral, o primeiro coletivo e festival de contadores de histórias negros do país. Produz e lidera projetos de impacto racial como Movimento Elegbá Ojà, Festival Instrumental Mulambo Jazzagrário e é sócia da produtora de animação Estúdio Roncó, tendo inspirado e fortalecido o nascimento de movimentos importantes como Nyama Encontro Negro de Animação e Ilustradoras Negras. Nathalia é mulher negra, candomblecista, migrante e mãe.

 

 

QUEM PODE PARTICIPAR DE COEXISTIR?

Pessoas interessadas em coexistir.

COMO PARTICIPAR?

O custo da imersão é de R$ 1.800,00. Esse valor corresponde a 10 dias de estadia com todos os custos de hospedagem, alimentação e passeios (com guia e transporte) inclusos. Pessoas com poucos recursos, pretas, trans travesti e indígena, tem desconto e facilitamos o pagamento. As formas de pagamento são via transferência, boleto e cartão de crédito (opção crédito é operada pela Pagseguro). Para se inscrever: terraafefe@gmail.com. Contamos com a sua bússola ética para se proteger de COVID-19! 

Bolsa:

A residência oferece 3 bolsas parciais para pessoas com poucos recursos, negras, trans, travesti e indígena 

(As bolsas não contemplam o deslocamento).

Vagas Limitadas:

Máximo de 12 pessoas

Inscrições:

terraafefe@gmail.com