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COEXISTIR é uma imersão para nos aproximarmos de fazeres intuitivos e genuínos em convivência com a natureza, a comunidade, nosso corpo e nossa ancestralidade.

 

Vamos nesse período resgatar nossas memórias afetivas a partir de práticas que envolvem o contato com o espírito, o barro e os fazeres artísticos, ativando nossa escuta sensível para a troca de conhecimento e poderosas recriações imaginativas.

 

A proposta para a segunda edição da COEXISTIR é refletirmos e tatearmos a casa ventre, casa afeto, casa templo e gesto: o acolhimento como a semente primeira do universo, de onde tudo nasce. Com uma proposta construtiva e intuitiva tecida por acalanto, fazenças e conversas sobre nossas conexões ancestrais.

 

Para quem: para todas as pessoas que desejam confluir sua potência criativa com a Terra Afefé.

 

Período: 6 dias.

Alimentação: Vegana/vegetariana. O preparo é feito coletivamente entre habitantes da Terra Afefé e colaboradores. 

Aqui apresentamos alguns pontos importantes sobre a convivência em Aféfé:

 

Afefé tem uma equipe formada principalmente por pessoas da região. É fundamental entender o tempo e formas de convivência local. 

Exercitamos a ideia de não-serviço. As pessoas são convocadas para uma autogestão. (ex: ajudar na preparação das refeições, organização dos espaços coletivos e cuidado com o entorno)

 

A fala franca é fundamental para estabelecermos o contato que aproxime. Caso ocorra qualquer desconforto em relação às trocas interpessoais, todas as pessoas envolvidas são convidadas a uma conversa.

 

É preciso exercitar a escuta para acessarmos as nossas necessidades e as das pessoas também. 

 

A natureza se faz presente o tempo inteiro e é um convite para fluir em cooperação. Um exercício de desconexão, até certo ponto, de padrões urbanos e reconexão com o ecossistema.

 

A Terra Afefé é um projeto artístico independente. É muito importante que quem passa por aqui tenha atenção e cuidado com o espaço e colabore para que a iniciativa seja economicamente sustentável. 

INSCRIÇÃO

Valores por pessoa para 6 dias com hospedagem, alimentação e atividades da imersão:

* Pessoas com poucos recursos e negras ou indígenas podem escrever uma carta de intenção para aplicar à vaga de bolsa integral ou parcial. Enviar para: contato@afefe.com.br (apenas as pessoas que receberem bolsa serão informadas via e-mail)

(vagas limitadas)

Cancelamento não reembolsavel 

Máximo de 18 pessoas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que está incluso:

- Hospedagem em quarto com vista para as montanhas, banheiro ecológico, chuveiro elétrico, mesa para estudo, roupa de cama e banho. 

- Três refeições vegetarianas/veganas, preparadas em coletivo com as pessoas da imersão e com os ingredientes disponíveis na Terra Afefé e região.

 

- Acesso as áreas comuns da Terra Afefé: cozinha coletiva equipada, biblioteca, teatro, ateliê, oficina com ferramentas, mercearia, praça, lavanderia, etc. 

- Wii-fi

- Vivência nas atividades da micro cidade.

O que não está incluso:

Quaisquer taxas de visto para clientes

- Bebidas alcoólicas

- Gastos de natureza pessoal

- Seguros pessoais

- Quaisquer refeições não mencionadas no itinerário

- Transportes aéreos e térreo - Passeios

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ficamos felizes com sua inscrição :)

QUEM PROPÕEM COEXISTIR?

Esta é uma proposta da artista Rose Afefé (artista e idealizadora da Terra Afefé) e de Nathalia Grilo (estudiosa das tradições culturais negro-africanas)

 

Rose Afefé (1988, Varzedo - BA) é artista e designer. Em seus trabalhos são recorrentes temas como o comportamento humano no meio social e a percepção do espectador em relação a obra.  Em 2018 começa a desenvolver o projeto Terra Afefé, trazendo questões próprias de sua ancestralidade para o campo da arte e da vida. Terra Afefé é uma obra de arte que propõe vivências e imersões artísticas de forma integrada e afetuosa, trazendo temas que visam contribuir com pautas raciais, de gênero, sociais e ecológicas. Desde 2016 atua com projetos de impacto social, criando espaços de leitura pelo Brasil, o que lhe proporcionou o contato criativo e educacional com mais de 70 escolas, creches e cooperativas de reciclagem. Foi premiada no Salão de Artes Visuais da Bahia (Jequié – Ba – 2012) e entre as exposições coletivas destacam-se: XII Bienal do Recôncavo (Centro Cultural Dannemann - São Félix - BA – 2012), Esquizópolis – (Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM – Salvador – 2012) e VIII Bienal do Recôncavo (Centro Cultural Dannemann - São Félix - BA – 2008). Participou da residência artística Muros: Territórios compartilhados (Fortaleza – CE – 2012).

 

Nathalia Grilo Cipriano é estudiosa das tradições culturais negro-africanas e vem desenvolvendo ao longo dos anos uma série de ações que movimentam as narrativas e imagéticas em torno da ancestralidade das populações pretas no continente africano e na diáspora. Criadora e curadora da Revista diCheiro, o primeiro períodico digital do país a trazer panoramas das estéticas e tradições africanas que tem servido como ferramenta de aplicação da lei 10.639 nas escolas e universidades.  Educadora há pelo menos 10 anos, idealizou o Ayó Encontro Negro de Tradição Oral, o primeiro coletivo e festival de contadores de histórias negros do país. Produz e lidera projetos de impacto racial como Movimento Elegbá Ojà, Festival Instrumental Mulambo Jazzagrário e é sócia da produtora de animação Estúdio Roncó, tendo inspirado e fortalecido o nascimento de movimentos importantes como Nyama Encontro Negro de Animação e Ilustradoras Negras. Nathalia é mulher negra, candomblecista, migrante e mãe.